"CHIQUE É CRER EM DEUS"
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... Mas, Amor e Fé nos tornam humanos!
Coisas que todos os catequistas novatos deveriam saber
Catequese é algo fundamental para a Igreja e não se pode improvisar. Por isso, aqui vão algumas coisas básicas que você não pode esquecer.
O catecismo responde.
Respostas sobre dúvidas sonbre o Sacramento do Batismo
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Especial sobre Quaresma
Encontre aqui tudo que já publicamos sobre esse tempo.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
QUINTO DOMINGO DA PÁSCOA (28.04.13)
Jo
13, 31-33ª 34-35
“Amem-se
uns aos outros”
Este texto situa-se no
contexto do Último Discurso de Jesus, na Ceia Pascal. Começa logo após a saída de Judas para trair
Jesus, depois que Jesus lhe disse “o que
você pretende fazer, faça-o logo” (Jo 13, 27). Com a licença oficial dada ao agente de
Satanás para iniciar o processo que iria matá-lo, Jesus começa o processo da
sua glorificação. A sua fidelidade ao
projeto do Pai vai levá-lo à Cruz, que, no Quarto Evangelho, não é um sinal de
derrota, mas da vitória última e permanente de Deus. Por isso, a morte de
Jesus, aparente vitória do mal, será a glorificação de Jesus, e nele, do Pai.
O
anúncio da sua partida, para os judeus uma ameaça (v33), é para a comunidade
dos seus discípulos um momento de emoção e carinho. A sua última dádiva a eles é um novo
mandamento: “eu dou a vocês um novo
mandamento: amem-se uns aos outros.
Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros.”(v
34).
O
que há de novo neste mandamento? O que
diferencia a proposta de amor de Jesus e dos seus seguidores de outras
propostas já conhecidas? O mundo do
tempo de Jesus, tanto na sociedade pagã como judaica, conhecia propostas de
amor mútuo. O mandamento de Jesus é novo
em primeiro lugar porque ele se impõe como exigência essencial para entrar na
comunidade “escatalógica”. Essa é a comunidade que já experimenta a presença do
Reino de Deus, mesmo que ainda espere a sua plena realização, ou seja, uma
comunidade que experimenta a salvação já realizada em Jesus, enquanto ainda
experimenta a sua situação permanente de fraqueza. Também é novo, porque não se
fundamenta nas leis sobre o amor, da tradição judaica (p. ex. Lv 19, 18, ou os
documentos do Qumrã), mas na entrega de si, de Jesus. O modelo deste amor é o exemplo do próprio
Jesus “assim como eu vos amei!”. E como ele nos amou? Entregando-se até a morte, para que todos
pudessem “ter a vida e a vida plenamente”
(Jo 10,10). Este amor não é sinônimo de
simpatia ou sentimento de atração. Exige
humildade e a disposição para o serviço que leva a morrer pelos outros. Este “morrer” normalmente não se expressa
através duma morte literal, mas morrendo diariamente ao egoísmo e à busca do
poder dominador, para que sejamos servidores, especialmente dos mais humildes,
ao exemplo do Mestre que “não veio para
ser servido, mas para servir” (cf. Mc 10,45).
Este amor e
tão fundamental para a comunidade dos discípulos de Jesus que deve ser tornar o
seu sinal característico: “assim todos
reconhecerão que vocês são meus discípulos” (v. 35). Mais do que uma lista de doutrinas, mais do
que práticas litúrgicas ou rituais, embora essas tenham o seu lugar e a sua
importância, é o amor mútuo e concreto que deve distinguir os discípulos de
Jesus. Atos dos Apóstolos nos lembra que
“foi em Antioquia que os discípulos
receberam, pela primeira vez, o nome de “cristãos”.(At 11,26). Receberam uma nova designação, da parte dos
outros, porque a sua maneira de viver era marcadamente diferente das outras
comunidades religiosas da cidade – era marcada pelo amor mútuo. O Evangelho de
hoje nos convida para que honestamente nos examinemos a nós mesmos, para
verificar se este amor-serviço ainda é a marca característica de nós,
discípulos/as de Jesus, na nossa vida individual e comunitária!
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Cronograma de Atividades: Maio e Junho de 2013
MAIO
03 a 05 – 5ª Semana Social Regional
Local: Feira de Santana
6 a 9 – Encontro dos coordenadores de pastoral das dioceses
Local: Salvador-BA
17 a 19 – Seminário sobre o Ano da Fé e
Encontro anual das Coordenações Diocesana do Regional.
Local: Feira de Santana-BA
JUNHO
01 e 02 – Reunião da Coordenação da EBC Dom Jairo.
26 a 28: Encontro com os Bispos Referenciais da Catequese e grupos
ligados à Comissão:
(GRECAT/GREBIN; coordenadores regionais, executiva da
catequese junto às pessoas com deficiência; catequese indígena; representantes
dos catequetas)
Local: a confirmar
30/05 a 01/06: Encontro dos Catequetas
Local: São Paulo
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
QUARTO DOMINGO DA PÁSCOA (21.04.13)
Jo 10, 27-30
“O Pai e eu somos um”
O texto de
hoje situa-se no contexto de uma polêmica nos arredores do Templo entre Jesus a
as autoridades judaicas, na ocasião da Festa da Dedicação do Templo. Nos
versículos anteriores, as autoridades desafiaram Jesus para que se declarasse
abertamente o Messias. Ele respondeu que já tinha mostrado isso muitas vezes,
através das suas obras, mas que eles não queriam acreditar, pois não eram as
suas ovelhas.
Assim, fica
claro que as ovelhas são os discípulos, pois o verdadeiro discípulo ouve a
palavra do Senhor e o segue. São conhecidos por Ele - e aqui cumpre lembrar que
na linguagem bíblica, a palavra “conhecer” tem conotações mais profundas do que
no nosso uso comum. Significa não tanto um saber intelectual, mas uma
intimidade profunda do amor. Assim, a bíblia muitas vezes até usa o verbo
“conhecer” para significar relação sexual. Assim, Maria questiona o anjo, pois
Ela “não conhece” homem (Lc 1, 34). O verdadeiro discípulo é aquele ou aquela
que realmente tem um relacionamento de intimidade com Deus e que põe em prática
a sua palavra. E quem conhece Jesus, conhece o Pai, pois “o Pai e eu somos um”,
como diz Jesus no nosso texto.
O
versículo 28 afirma que Jesus dá a vida eterna aos seus seguidores. Esse é um
tema típico de João e outros textos do Evangelho podem nos ajudar a
aprofundá-lo. No Último Discurso, Jesus explica em que consiste a vida eterna:
“A vida eterna é esta: que eles conhecem a ti, o único Deus verdadeiro, e
aquele que tu enviaste, Jesus Cristo” (Jo 17, 3). Mais uma vez, liga o conceito
da vida eterna com O de “conhecer”. Mas em que consiste “conhecer” a Deus?
O profeta
Jeremias pode nos esclarecer. Em um trecho contundente, onde ele enfrenta o Rei
Joaquim e o condena por não pagar os salários dos seus operários na construção
do seu palácio, Jeremias diz o seguinte, referindo-se ao falecido rei justo
Josias: “Ele julgava com justiça a causa do pobre e do indigente; e tudo corria
bem para ele! Isso não é conhecer-me? - oráculo de Javé” (Jr 22, 16). Conhecer
Deus não é em primeiro lugar um exercício intelectual, mas uma atitude de vida
- a prática da justiça, especialmente em favor do oprimido e fraco. Segundo
João, então, a vida eterna é o prêmio de quem pratica a justiça de Deus -
proposta dos discípulos de Jesus - e não dos que “sabem” muita coisa sobre
Deus, mas que não praticam a justiça - representados no texto de hoje pelas
autoridades do Templo.
O nosso
texto nos traz motivo de muita coragem, pois, afirma que ninguém vai arrancar o
verdadeiro discípulo da mão de Jesus (v. 28). Mas, também nos desafia para que
verifiquemos se somos realmente discípulos verdadeiros, se conhecemos Jesus e o
Pai, isto é, se praticamos a justiça do seu projeto. Pois, a prova de ser
verdadeiro discípulo está na prática das obras do Pai, e não no conhecimento
teórico de religião.
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
domingo, 14 de abril de 2013
Formação para Catequistas
Conto com a presença, de quem puder estar presente e com a união através da oração daqueles que não poderão estar presentes fisicamente.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA (14.04.13)
Jo 21, 1-19
“É o Senhor!”
Quase todas
as traduções da Bíblia intitulam o capítulo 21 de João como “Apêndice” ou
“Epílogo”. Realmente, em uma primeira edição, o Evangelho terminava no capítulo
20. Mas, devido a uma situação nova nas comunidades, se tornou necessária a
adição do último capítulo. Essa situação era a fusão de dois tipos de
comunidades cristãs - as da tradição sinótica ou apostólica, e as da tradição
da comunidade do Discípulo Amado. Essa fusão aconteceu pelo fim do primeiro
século e é simbolizada nos versículos 15-18, onde Pedro recebe a primazia e a
missão de pastor dos discípulos. Mas somente recebe depois de ter afirmado três
vezes que amava Jesus . A comunidade do
Discípulo Amado aceita a função apostólica de Pedro, mas insiste que antes de
ser apóstolo é mais fundamental ser discípulo - ou seja, amar Jesus.
A primeira
parte do texto (vv. 1-14) tem grandes semelhanças com a história da “pesca
milagrosa” de Lucas (Lc 5,1-11), mas o contexto pós-ressurrecional é diferente.
Como sempre no Quarto Evangelho, devemos prestar atenção aos símbolos - sejam
eles pessoas, eventos, ou números. Chama a atenção que - embora seja a terceira
aparição de Jesus - os discípulos não o reconhecem. Isso demonstra que a
presença de Jesus depois da Ressurreição, embora real, não é igual à sua
presença durante a sua vida terrestre. Quem O reconhece primeiro é o Discípulo
Amado - pois só quem vê com olhos de amor reconhece e vê além das aparências.
Como foi o amor que o levou a correr mais depressa ao túmulo do que Pedro em Cap.
20, é o amor que faz com que ele seja o primeiro a reconhecer a presença de
Jesus ressuscitado. Ele é o Discípulo Amado e que ama. Pedro o será somente
depois da sua profissão de amor (vv. 15-17).
A pesca
simboliza a missão dos discípulos. Segundo muitos estudiosos (embora não haja
unanimidade), o número de 153 peixes se baseia no fato de que os zoólogos
gregos da antiguidade achavam que existiam no mundo 153 espécies de peixe.
Então, o Evangelho estaria dizendo que a Igreja (simbolizada pela rede) pode
abraçar o universo inteiro - todos os povos e culturas. É interessante que -
diferente da história contada em Lucas - a rede não se rompe! A diversidade de
culturas, tradições e povos constitui uma riqueza para a Igreja e não deve
levar a rompimento da unidade, sem que se imponha a uniformidade (a palavra
grega que João usa para “romper” é “schisma”). Certamente essa visão deve
desafiar e questionar tantas tendências de centralização e rigidez que existem
na Igreja hoje!
O nó da
questão está na entrega da missão a Pedro. Ele deve ser o Bom Pastor das
ovelhas e dos cordeiros - dos membros das comunidades. As ovelhas, porém, não são dele - ele é apenas o Pastor. As ovelhas pertencem ao Senhor! Aqui Pedro
recebe esta grande missão, que nos Sinóticos ele recebe na estrada de Cesaréia
de Felipe. Mas, mais importante do que a sua função é a sua vocação de
discípulo - aquele que ama e segue o Senhor. Só quem ama Jesus profundamente
poderá pastorear os seus seguidores. Se, no primeiro capítulo do Evangelho,
Pedro veio a Jesus por mediação do seu irmão André (Jo 1, 40-42), agora recebe
o convite do próprio Mestre: “Siga-me", pois no amor Ele fez a opção pelo
discipulado.
Todos nós
recebemos o mesmo convite: “Siga-me”. Seja qual for a nossa função e missão na
Igreja, elas só terão sentido na medida em que realmente amamos Jesus - um amor
que só é autêntico se amamos os outros, na luta comum em favor da construção de
um mundo onde todos/as possam “ter vida e vida em abundância” (Jo 10,10), pois “se
Deus nos amou a tal ponto, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1Jo
4,11).
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
quinta-feira, 11 de abril de 2013
SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA (07.04.13)
Jo 20, 19-31
“A Paz Esteja Com Vocês”
No texto
anterior ao de hoje, Maria Madalena trouxe a notícia da Ressurreição aos
discípulos incrédulos. Agora é o próprio Jesus que aparece a eles. Não há
reprovação nem queixa nas suas palavras, apesar da infidelidade demonstrada por
todos eles nos dias anteriores, mas somente a alegria e a paz que Ele já tinha
prometido no último discurso. Duas vezes Jesus proclama o seu desejo para a
comunidade dos seus discípulos: “A paz esteja com vocês”. O nosso termo “paz”
procura traduzir - embora de uma maneira inadequada - o termo hebraico
“Shalom!”, que é muito mais do que “paz”, conforme o nosso mundo a compreende.
“Shalom”, e palavras derivadas, ocorrem mais de 350 vezes no Antigo Testamento.
O “Shalom” é a paz que vem da presença de Deus, da justiça do Reino. É tudo que
Deus deseja para todos os seus filhos e filhas. O Shalom inclui tudo o que Deus
quer para o seu povo! Jesus não promete a paz do comodismo; mas, pelo contrário,
envia os seus discípulos na missão árdua em favor do Reino. Promete o Shalom,
pois Ele nunca abandonará quem procura viver na fidelidade ao projeto de Deus.
Podemos dizer que o Shalom tem dois aspectos inseparáveis - é dom e desafio
para os cristãos. É dom, porque somente Deus pode dá-la; é desafio, pois tem
que ser construído dia após dia na vida pessoal, familiar, comunitária e social
de cada pessoa.
Jesus
soprou sobre os discípulos, como Deus fez (o mesmo termo é usado) sobre Adão
quando infundiu nele o espírito de vida (Gn 2, 7); Jesus os recria com o
Espírito Santo. Normalmente imaginamos o Espírito Santo descendo sobre os
discípulos em Pentecostes; mas, aquilo (relatado por Lucas em Atos) era como a
descida oficial e pública do Espírito para dirigir a missão da Igreja no mundo,
no plano teológico do autor de Atos. Para João, o dom do Espírito, que por sua
natureza é invisível, flui da glorificação de Jesus, da sua volta ao Pai. O dom
do Espírito neste texto tem a ver com o perdão dos pecados.
Mais uma
vez, no primeiro dia da semana, Jesus aparece aos discípulos (notemos a ênfase
sobre o Domingo - duas vezes). Esta vez, Tomé está presente. Ele representa os
discípulos da comunidade joanina do fim do século primeiro, que estavam
vacilando na sua fé na Ressuscitado, diante dos sofrimentos e tribulações da
vida. Assim nos representa, quando nós vacilamos e duvidamos. Jesus nos
fortalece com as palavras: “Felizes os que acreditaram sem ter visto!”. Essa,
muitas vezes, será a realidade da nossa fé: acreditar contra todas as
aparências que o bem é mais forte do que o mal e a vida do mais forte que a
morte! Somente uma fé profunda e uma experiência da presença do Ressuscitado
vão nos dar essa firmeza.
Tomé
confessa Jesus nas palavras que o Salmista usa para Javé (Sl 35, 23). No
primeiro capítulo do Evangelho de João, os discípulos deram a Jesus uma série
de títulos que indicaram um conhecimento crescente de quem Ele era – “Cordeiro
de Deus”, “Rabi”, “Messias” “Rei de Israel”; aqui, Tomé lhe dá o título final e
definitivo: Jesus é Senhor e Deus!
Nessa
proclamação triunfante da divindade de Jesus, o Evangelho terminava (o Capítulo
21 é um epílogo, adicionado mais tarde). No início, João nos informou que “o
Verbo era Deus”. Agora, ele repete essa afirmação e abençoa todos os que a
aceitam baseados na fé! A meta do evangelho foi alcançada: mostrar a divindade
de Jesus, para que acreditando, todos pudessem ter a vida n’Ele.
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br