"CHIQUE É CRER EM DEUS"

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... Mas, Amor e Fé nos  tornam humanos!

Coisas que todos os catequistas novatos deveriam saber

Catequese é algo fundamental para a Igreja e não se pode improvisar. Por isso, aqui vão algumas coisas básicas que você não pode esquecer.

O catecismo responde.

Respostas sobre dúvidas sonbre o Sacramento do Batismo

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Especial sobre Quaresma

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domingo, 24 de novembro de 2013

Os telefonemas e as cartas de Francisco


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco continua a surpreender com seus telefonemas e respostas de cartas inesperadas. Nesta semana telefonou para uma professora, para um pai de família e escreveu para uma criança, após ter ficar tocado com o que leu entre as milhares de correspondências que lhe são enviadas de todo o mundo semanalmente.

Uma entre estas tantas cartas, lhe foi enviada há cerca de um mês por Matteo Rinaldi, de 8 anos, da cidade de Foggia, sul da Itália. “Querido Papa Francisco, me chamo Matteo Rinaldi e sou uma criança de 8 anos, de Foggia. Você parece ser um Papa bom e gostaria de conhecer você, abraçar-te, e depois gostaria muito que conhecesses a minha cidade, Foggia”. Matteo, que freqüenta o 3º ano primário do Instituto Vittorino da Feltre, de Foggia, convidou o Papa para visitar os monumentos da sua cidade e sobretudo “comer a boa pizza que eu faço”. E acrescentou “Escute – querido Papa – eu sou um grande torcedor da Roma. E você, para qual time torces?”.

A resposta da Santa Sé não demorou muito. Menos de dez dias após, Matteo recebeu um envelope do Vaticano com as palavras do Santo Padre, que além de abraçá-lo, enviou sua bênção a ele e a sua família. O Papa também matou a curiosidade do garoto, dizendo-lhe que torce pro San Lorenzo, time da Argentina.

Outra criança que tocou o Papa Francisco com as palavras escritas numa carta foi o garoto Marcon, de 7 anos. Em uma carta entregue ao Pontífice por ocasião da visita a Assis, em 4 de outubro, pelos ‘escravos do comércio’ - que não querem passar a vida atrás de um balcão por um salário de miséria -, o garoto reclamou da ausência do pai, obrigado a trabalhar aos domingos: “Não quero crescer com os avós, ver as outras crianças que vão ao parque com os pais e tornar-me adulto sem a presença do pai e da mãe durante as festas”. O Pontífice, segundo relatou ‘A Tribuna de Treviso’, sentiu a necessidade de pegar o telefone e ligar para o pai de Marcon, expoente do “Movimento domingo não, obrigado!”.

Outro telefonema de Francisco que chamou a atenção nesta semana foi aquele feito à Irmã Teresa, religiosa do Instituto Filhas de Sant’Anna, em Casal di Príncipe, pequena cidade de Casertano, pátria do clã da camorra dos ‘casalesi’. A cidade está situada na chamada “Terra dos fogos”, situada entre Nápoles e Caserta, cuja terra está contaminada por lixo tóxico.

Nos meses passados, o Santo Padre havia recebido cartões postais, enviados por 150 mil residentes em Nápoles, Caserta e províncias próximas. Num dos postais, a irmã Teresa deixou uma mensagem pelos meninos que aparecem em fotos no colo de suas mães e o número do seu celular. O Papa Francisco ligou para a religiosa enquanto estava na sala de aula, com as suas crianças, na escola elementar e maternal do Instituto. Inicialmente ela pensou tratar-se uma brincadeira. Após acreditar tratar-se do Papa Francisco, a sala de aula transformou-se numa festa. Todos queriam saudá-lo. Francisco manifestou toda sua preocupação pelas crianças do território. (JE)


do site da Rádio Vaticano 

E você quer escrever também para o Papa Francisco e não sabe como? A rádio Vaticano também disponibilizou o endereço. Eis ele aqui:

Papa Francisco: Casa Santa Marta, Città del Vaticano - 00120
E para o Papa Emérito Bento XVI: Mosteiro Mater Ecclesiae Città del Vaticano 00120



sábado, 23 de novembro de 2013

I Nordestão de Animação Bíblico-Catequética

Aconteceu nos dias 15,16 e 17/11 o I Nordestão de Catequese, com o tema: Desafios para a Transmissão da Fé. Reuniram-se na cidade de Maceió (AL), cerca de 200 catequistas dos regionais: Nordeste 1 (Ceará), Nordeste 2 (Alagoas, Pernambuco, , Rio Grande do Norte e Paraíba), Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), Nordeste 4 (Piauí) e Nordeste 5 (Maranhão) . Do nosso Regional (Nordeste 3)  um numeroso grupo para participar do evento, destaco a presença dos padres, religiosas, seminaristas e de catequistas de diversas (arqui)dioceses.
Os assessores Pe. Lima, Pe. Elison e Pe. Jânison, desdobraram o tema principal apresentando os seguintes desafios: Inciação à Vida Cristã, A Palavra de Deus e Catequese e Liturgia. De maneira dinâmica, as apresentações permitiram que os catequistas pudessem refletir sobre os desafios atuais para a transmissão da fé a partir da experiência de uma catequese com estilo catecumenal, vivencial e alicerçada na Palavra.
O I Nordestão foi um marco histórico para a Catequese no nordeste, já que congressos no mesmo estilo já são realizados há muito mais tempo em outros regionais do Brasil. Enquanto o II Nordestão não chega, busquemos superar os desafios e transmitir a fé de forma consistente e viva à medida em que anunciamos o Cristo vivo e ressuscitado presente em nosso meio.
Certos de que desafios não vão faltar, os catequistas retornaram para suas (arqui)dioceses cheios de fé e da alegria da partilha, dispostos a aprofundarem seus estudos, para conhecer mais e servir melhor. Até o ano de 2016, em Fortaleza (CE), vamos nos preparar para quem sabe superar esses desafios e vencer tantos outros!

Clécia Ribeiro
(catequistaclecia@gmail.com)

Catequista na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Arquidiocese de Feira de Santana - Bahia

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

UM DEUS DE BARBAS BRANCAS


Ao ver, na casa de uma fiel, um pôster e uma imagem em que Deus Pai estava representado como um velho de barbas brancas, pedi licença para explicar a pintura e a escultura. Ela concordou dizendo que me aceitava como catequista dela desde que era criança.


Disse-lhe que é preciso distinguir entre a imaginação do pintor e escultor e a doutrina da Igreja. Nem sempre o que pintor ou escultor imaginou combina com a catequese da Igreja. No caso, ela possuía em casa duas representações da Santíssima Trindade. Uma mostrava apenas a pessoa do Pai no ato da criação. O pintor imaginou o dedo dele criando o ser humano e o fez um velho de barbas brancas. No outro caso, o Pai era um velho de barbas longas e brancas, vestido de manto de patriarca; o Filho era um jovem crucificado e o Espirito Santo era uma pomba entre ambos. Maria estava entre eles.

Expliquei que, outra vez, era concepção de um pintor, e que, por melhor que fosse a intenção dele, a catequese da Igreja não segue aquela pintura. Ário, um padre negro bonitão e bom cantor que arrastava multidões com suas canções e pregações populares, foi condenado e expulso de Alexandria pelo bispo Alexandre em 318 da nossa era, por ensinar, entre outras coisas, que o Pai era mais velho do que o Filho e por negar a eternidade do Filho… Outros foram condenados por confundirem o Espirito Santo com vento, línguas de fogo ou pombas. Misturaram a pessoa da Trindade com o sinal que ela usou.

Expliquei mais. Maria não faz parte da Santíssima Trindade. Ela não é deusa. O lugar dela na pintura deveria ser em baixo, ajoelhada e adorando a Trindade Santa. Como um todo, a pintura e a escultura traiam uma visão antropomórfica de Deus, coisa de um pintor que não era teólogo nem catequista. Se fosse, não pintaria Deus daquela forma.

Ela entendeu e perguntou:- E o que faço com estas pinturas que não representam o que de fato a Igreja crê a respeito de Deus e de Maria? Respondi: -Procure outras que expressem melhor o que cremos. Mas, se quiser mantê-las, ponha em baixo uma explicação para quem olhá-las.

Tornei a passar por lá e a inteligente mãe de família havia optado por deixar o quadro e a escultura, mas escrevera em baixo: -“Deus não é assim!”… Disse-me que quando achasse quadros mais catequéticos os colocaria no lugar.

Enviei-lhe uma pintura antiga que achei entre minhas fotos de viagem: era Maria ajoelhada em adoração e respeito, diante de uma única luz que chegava a ela em três fachos. Não diz tudo, mas sugere mais do que um Deus de barbas brancas. Ela disse que uma amiga a está reproduzindo em tamanho grande! …

Pe Zezinho

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

CORDEL

1-A escola Dom Jairo
É um centro de formação
Preparando catequistas
Pra viver sua missão
Educar pessoas na fé
Tendo a Bíblia na mão.

2-É Sergipe e Bahia
Que se enlaçam pra valer
Na partilha de experiências
Muita coisa pra aprender
Boas aulas, bons exemplos
É CATEQUESE, podes crer.

3-No dia que chegamos
Achei que difícil seria
Tanta gente diferente
Tanto riso e quem diria
Que no final da semana
Difícil, a separação seria?

4-Hoje no final do curso
A Deus agradecemos
De nos dar a oportunidade
De dizer que aprendemos
Foram bons os professores
E boas aulas que tivemos.

5-Ir. Sandra de Estância
Pronta para ajudar
Ao nosso grupo que sonha
A dinâmica melhorar
Pra fazer uma catequese
Pra nosso Deus, exaltar.

6-Pe. Júlio, Ir. Catarina
E também Pe. Davi
Agradecemos suas aulas
E lhes damos nota mil
É de gente como vocês
Que precisa o Brasil.

7-Ir. Cleusa e Otília
Como foi difícil entender
A análise de conjuntura
É difícil pra valer
Mas como vale o esforço
Um dia viemos aprender.

8-Pe. Anderlan e Terezinha
Com amor agradecemos
Pelo cuidado de preparar
As aulas que tivemos
Melhorou nosso pensar
Na catequese que queremos.

9-Ai, Pe. Videlson com seus livros
Históricos, Proféticos e Sapienciais
As aulas com tanto livros
Da minha cabeça não sai
Não quero nem em sonho
Passar por isso, jamais.

10-Pe. Vanildo, que sonho
De ouvir você encantar
Com louvores a Maria
De um modo singular
E a Marlene... Com o agrado
Seu jeito de ensinar.

11-Pe. Jânison também veio
De longe para ensinar
A grande importância
Do adulto catequizar
Tem também a Cicília
Que veio colaborar

12-Pe.Marcos, que dinâmico
A sua aula faz mexer
No fundo do coração
O prazer de aprender
As cartas de Paulo e João
Com outros olhos vou ler.

13-Leandro, como foi bom
De você colaborar
E sobre a inculturação
Ouvir você falar
Respeitando os valores
Pra poder catequizar.

14-A Poliana agradecemos
Pela nova instrução
De usar um novo jeito
De fazer a comunicação
Aos que tem deficiência
Promovendo a inclusão.

15-A equipe de apoio
Queremos agradecer
Vocês foram demais
Trabalharam pra valer
Por isso estamos aqui
Querendo agradecer.

16-Ir. Luciene e Ir. Iria
Parece até ironia
Falar em agradecer
Até me dá agonia
Pois, pra pagar a vocês
Só Deus e a Virgem Maria.

17-As meninas da conzinha
Hoje já posso falar
Obrigado pelo esforço
De querer nos agradar
Cada coisa era melhor
Para o nosso paladar.

18-Pena foi a Joelma e Val
Não poderem aparecer
Assim mesmo queremos
A vocês agradecer
E pedir em oração
Pra Deus lhes proteger.

19-A todos que lutam
Pra catequese melhorar
Os bispos, nas Dioceses
Os padres de cada lugar
E a cada um que ajudou
Deus vai recompensar.

20-O curso acabou
Com saudades vou ficar
Dos avisos do Henrique
E de Wandel a controlar
O que estava acontecendo
E que não podia faltar.

21-Foram tantas coisas boas
Que por aqui se passou
Dos colegas e amigos
Levando saudade eu vou
Mas pela nossa amizade
Graças a Deus eu vou.

22-Das boas risadas
Que a Isa com S dava
A animação de Ir. Felícia
Que a todos alegrava
E as massagens de Ir. Evelyn
Que a muitos relaxava. Ô saudade...

23-E a você Ir. Lourdes
Com a sua mansidão
Contrário do Deivide
Parecendo um furacão
Cantando a “tal ginástica”
Pra acordar-nos do sonão.

24-Dorinha veio do Sergipe
Só sabe quem está lá
No quarto que ela dorme
O ronco vai lá e vem cá
Parece que a trovoada
Está chegando por lá.

25-Doracy, meu bem
Com saudade vou ficar
Do canto da arara
Que gostava de ensaiar
Das dinâmicas na sala
Pra gente se acordar.

26-A Josefa que é Leda
As lembranças vai levar
De tudo que aqui passou
E na gaveta vai guardar
Pois tenho certeza que ela vai
Nossas fotos revelar.

27-Lusitânia e Alaíde
Acho que vou invejar
A calma de vocês
E o modo de falar
Acho que deve ser assim 
O jeito de catequizar.

28-A Darlene, coitada
Acho que nem dormia
De castigo, corrigindo
As provas, noite e dia
Mas com sua calma
Tranqüila parecia.

29-Cadê o Pedro?
Deve estar a ensaiar
Mais uma de suas artes
Para vir apresentar
Aproveitando seu talento
Pra poder nos agradar.

30-Edna e Reizinha
Sempre juntas estão
Vieram de muito longe
Participar da formação
Que Deus lhes abençoe
Na vida e na missão.

31-Thiago sempre atento
Preocupado em atender
Você eu gostaria
Esse jeito aprender
De tratar as pessoas
E problemas resolver.

32-Quando vejo a Saane
Lembro da história de sua vó
E sua amiga Daniela?
Chique de fazer dó
É que saiu de Xique-xique
Ficou doida como ela só.

33-Nivonete e Josefa
Gostam muito de falar
Da catequese que fazem
Motivo de se orgulhar
Considero isso em vocês
Um jeito lindo de amar.

34-O Glauber é disposto
Tem coragem de falar
Ir. Suely é tão meiga
E gosta de tocar
Pegando um violão
Já começa a dedilhar.

35-Lenice aqui chegou
Dessa vez, muito calada
A Paixão até parece
Que é um tanto parada
Não se iluda, minha gente
Ela é mesma, uma danada.

36-Ionara aqui chegou
Com uma dúvida danada
Será que é isso que quero?
Eu não entendo mais nada
Insistiu e ficou
Pela catequese, apaixonada.

37-Não pense que esqueci
Que Edna está faltando
Tem o Matheus e a Crisley
Que a nós foi se juntando
Com muita fidelidade
Exemplo de amor nos dando.

38-Agora me despeço
Com vontade de chorar
A cada um de vocês
Com amor quero abraçar
A saudade vai conosco
A amizade vai ficar.

Maria das Dores (Dodô).
Porto da Folha-SE

domingo, 10 de novembro de 2013

Oração do I Nordestão de Catequese

Jesus, nosso Mestre, nós te agradecemos por estarmos reunidos, como catequistas dos Regionais do Nordeste, tendo a graça de participar de uma enriquecedora vivência de comunhão de vida e de partilha de experiência.

Em nossa condição de discípulos e discípulas, tu nos enviaste em missão, anunciando tua Palavra às crianças, adolescentes, jovens e adultos, ao realizarmos nosso trabalho de catequese, em nossas Comunidades, em nossas Paróquias, em nossas Dioceses e em nossos Regionais.

Na realização de nossa atividade catequética, temos consciência da responsabilidade que assumimos, perante nossas famílias, aos nos tornarmos educadores e educadoras da fé católica de seus filhos e filhas e perante nossas Comunidades, como servidores e servidoras do Evangelho. Mesmo considerando as dificuldades pessoais e os limites institucionais, em face dos “Desafios para a transmissão da Fé”, colocamos nossa vida e nosso ofício a serviço da Animação Bíblico-Catequética, em nossas Igrejas.

Jesus, nosso Senhor, roga ao Pai que nos envie sempre o Espírito Santo, para que nos assista em nosso trabalho de catequistas e assim, fortalecidos com as graças do Ano da Fé, possamos anunciar o Evangelho aos irmãos e irmãs.

Amém

Dom Genival Saraiva de França

Presidente da CNBB  Regional Nordeste 2

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Vocação, uma questão de fé

É muito comum hoje falar-se em “teste vocacional”, com o intuito de ajudar os jovens na descoberta de suas aptidões e escolha de uma profissão. Ora, a palavra vocação, roubada do vocabulário religioso, está, aí, mal empregada. “Vocação” deriva do latim vocatio, “chamado”. Assim sendo, em sentido estrito, falar em vocação é falar não de algum trabalho ou profissão que eu escolho, mas de alguém que me chamou para algo. Neste contexto, somente tem sentido falar-se em vocação como um chamado de Deus a alguém para um determinado tipo de vida, para um determinado ministério, e tudo isto no âmbito da Comunidade eclesial em vista da construção do Reino de Deus. Assim, vocação é o chamado que Deus nos faz à vida, vocação é o apelo que o Cristo nos faz pelo Evangelho a crer e, recebendo o Batismo, tornemo-nos discípulos seus na vida cristã, no seio da Igreja. Vocação é ainda o lugar concreto que ocupamos na vida da Igreja, com vistas ao testemunho de Cristo: a vocação de leigo casado, de leigo solteiro no mundo, de leigo consagrado pelos votos na vida religiosa ou de ministro ordenado, como Bispo, padre ou diácono. Vocação também, já num sentido bem mais amplo e menos próprio, são os vários ministérios que podem ser assumidos na vida da Comunidade dos discípulos, que é a Igreja. Então, para que se possa falar, em sentido estrito, de um chamado, uma “vocatio”, é necessário recordar que não somos nós quem escolhemos; é um Outro, o Senhor, quem nos chama! É ele quem, livremente, toma a iniciativa. A vocação é um dom, uma graça, à qual eu devo responder, não simplesmente segundo o meu capricho ou o critério da minha satisfação pessoal, mas como um apelo e uma missão, uma responsabilidade que Alguém deseja confiar-me.

Neste sentido, seria melhor chamar os testes que são feitos aí fora de “testes profissionais” ou “testes de aptidões”, já que a escolha que se vai fazer visa simplesmente à satisfação pessoal, à aptidão que alguém possui e a busca do seu legítimo ganha-pão.

Detenhamo-nos ainda um pouco nesta idéia da vocação como chamado. Isto quer dizer tanto, tem tantas implicações! Primeiramente, que não sou eu quem toma a iniciativa, mas sou interpelado por um Outro, que me apela, impele e, muitas vezes, compele, perturbando meu coração, exigindo e esperando uma minha resposta. Em outras palavras: em questão de vocação, eu não escolho, sou escolhido! A vocação apresenta-se, então, como o mistério de um apelo, um chamado, um convite, uma missão que me é dada, muitas vezes sem que eu esperasse ou, em princípio, desejasse. Em segundo lugar, é uma realidade que eu devo acolher e responder na fé, na busca da vontade do Senhor que chama. O cristão, diante do chamado de Deus, sente que o Senhor lhe confia uma missão e que, abraçando aquele caminho, ele está caminhando com o Senhor e a serviço do Senhor. Isto vale para toda vocação cristã, também para o matrimônio. Aliás, quem dera que os casais cristãos compreendessem que sua vida conjugal é uma resposta ao chamado do Senhor e um caminho belíssimo de santificação e evangelização e não, simplesmente, uma busca de auto-realização pessoal! Por isso mesmo, o discernimento vocacional não deve ser feito com um psicólogo, mas com um(a) orientador(a) espiritual, num contexto de oração, de escuta da Palavra de Deus, de participação na vida da Comunidade eclesial e de celebração dos santos Sacramentos. Em terceiro lugar, a vocação deve ser sempre pensada e vivenciada como um serviço e não como um simples capricho meu para minha própria satisfação e minha realização privada. O Senhor me chama para, realizando-me e sendo feliz, construir o seu Reino. A vocação é um mistério que acontece em nós, mas não é simplesmente para nós! Por isso mesmo, toda vocação autêntica passa pelo discernimento da Comunidade eclesial, isto é, da Igreja. Até mesmo a vocação matrimonial, pois que, ao abençoar o matrimônio, a Igreja reconhece naquele casal o chamado de Deus para a vida conjugal. Um quarto aspecto muito importante: sendo um chamado, eu somente posso viver minha vocação como uma resposta, isto é, como uma abertura ao Senhor, uma resposta de fé e na fé, num contínuo diálogo com ele, numa relação viva com Aquele que chamou, caso contrário, a vocação morre, não porque o Senhor deixa de chamar-me, mas porque eu deixo de ter a capacidade de ouvi-lo e viver minha vida como uma resposta! Sem este clima de constante diálogo, sem viver minha vocação como resposta ao dom-chamado de Deus, minha vocação torna-se somente um “fazer”, uma profissão! Mais um aspecto importante: o sucesso na vida do vocacionado não pode ser medido pelo que ele faz, por suas realizações, mas unicamente por sua fidelidade Àquele que o chamou: somos chamados não para fazer sucesso, mas para sermos fiéis, não para aparecermos grandes aos olhos dos outros e do mundo, mas para permanecermos atentos Àquele que se dignou nos escolher. Finalmente, um último aspecto: se a vocação é iniciativa do Senhor, se é ele quem chama, se é ele quem toma a iniciativa, ele quem escolhe - e somente ele sabe porque chama a mim, precisamente -, então responder ao chamado, exige de mim disponibilidade para o inesperado de sua vontade em minha vida. Em outras palavras: quando escolho minha profissão, caminho por onde quero, faço o que quero, quando e como quero; porém, quando digo sim a uma vocação, devo colocar-me ao inteiro dispor daquele que me chamou, deixando-me conduzir para a terra que ele me mostrará, caminhando como se visse o invisível, entregando-lhe a direção dos meus passos.


A vocação é, pois, um mistério de encontro e de liberdade, entre o Deus que chama e aquele que é chamado. O caminho do discernimento vocacional é, pois, um caminho de fé e só na fé pode ser empreendido. Esquecer isso é confundir vocação com profissão, é reduzir o ser vocacionado com o fazer coisas e terminar dizendo sim somente a si mesmo e aos seus interesses, condenando-se a si próprio a ser um frustrado, uma caricatura por toda a vida.

D. Henrique Costa

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carta aos inscritos no I Nordestão de Animação Bíblico-Catequética

Maceió-AL, 02 de novembro de 2013.

                                                                                                             
                Aproxima-se o dia de nos encontrarmos no Primeiro Nordestão de Animação Bíblico-Catequética!  Esperamos que todos/as estejam bem animados/as para esse evento que certamente será um marco na caminhada da Igreja no Brasil e principalmente no nosso NORDESTE.
Seguem algumas orientações para juntos melhor assumirmos a condução do NORDESTÃO de ABC:
1-      Seria muito bom que, acessassem os blogs dos regionais e nacional de Animação Bíblico Catequética para acompanhar os informes do encontro.
2-      Não se esquecer de trazer a Bíblia.
3-      Bispos, padres, diáconos favor trazer túnica e estola.
4-      Cada participante deverá procurar na recepção do encontro o box do seu regional para realizar o credenciamento do encontro. Nesse momento será feita a entrega do kit  encontro e cada um deverá colocar o seu crachá. Por questão de segurança e controle o acesso as instalações do encontro e as refeições se darão mediante o crachá.
5-      O crachá será a sua chave de acesso para ter acesso as refeições (lanche, almoço e jantar).  Aos que não se hospedarem em hotéis, lembramos que deverão providenciar o café da manhã, pois não haverá no local.
6-      Dom Mariano Manzana – bispo de Mossoró e responsável pelo Regional Nordeste 2 - com sua equipe estará organizando a acolhida no aeroporto e rodoviária. Mas, infelizmente, muitos não colocaram na ficha a hora de chegada do voo e nem por transporte terrestre, por isso, sugerimos que peguem um taxi até o local de sua hospedagem.
7-      Endereço onde será realizado o Nordestão: Ginásio Poliesportivo do Colégio Santa Úrsula – Rua Pio XII , 355, Jatiúca – Maceió-AL. (em frente a FAL- Faculdade de Alagoa)
8-      Camisas: A coordenação do evento estará providenciando camisas para o encontro. Cada regional terá uma cor: Nordeste 1(Ceará) AZUL, Nordeste 2 (Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) VERMELHO, Nordeste 3 (Bahia e Sergipe) VERDE, Nordeste 4 (Piauí) AMARELO, Nordeste 5 (Maranhão) ROSA. Essas cores estão seguindo  o mapa dos regionais conforme logomarca do encontro. ATENÇÃO!!! Só será confeccionado camisas mediante confirmação de pedido. Precisamos que confirme até o dia 07 de novembro informando o tamanho P, PP, M, G, GG, XG para o email nordestaodecatequese@gmail.com. VALOR: R$ 20,00.
9-      Telefones para contato antes e durante o Congresso:
                Pe. Elison Silva - (82) 9689-7655 (TIM), Luiz Carlos - (82) 8809-9024, Joseilton Luz (82) 9976 7135.
                Grande abraço a cada um e cada uma que se dispõe a fazer acontecer no nosso NORDESTE um amplo DESAFIO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ.

Sejam Bem Vindos!!!!


Pe Elison Silva dos Santos
Coordenador da Comissão Regional NE 2 de Pastoral para
Animação Bíblico-Catequética

+ Dom Mariano Manzana
Bispo Responsável pela Comissão Regional NE 2 de Pastoral para

Animação Bíblico-Catequética

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Crisma: um tapinha não dói!

Na cerimônia do Crisma, logo após receber a unção própria do Sacramento, muitos crismandos são surpreendidos por um tapa na cara, bem dado pelo celebrante. Uns olham atônitos, com quem pensa: “Será que o padre contou pro bispo o que eu disse na confissão?”. Não, amigos. O tapa faz parte do rito (informalmente)!
crisma_tapa
Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá de suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina.
O legal é quando o bispo dá um tapão, com gosto! Ou ao menos um tapa de leve, porém, que faça algum som de “pleft”. Mas, hoje, a maioria dos bispos, em vez de dar um belo tabefe, faz um carinho no rosto dos recém-crismados. Isso não lembra a ninguém a dureza da vida de soldado de Cristo. Devemos ser preparados pro bom combate espiritual, como São Paulo!
No mundo de hoje, que rejeita a face dura da realidade, talvez o sopapo do bispo não tenha mais espaço. Cristão jujuba morre, derrete se tomar um tabefe santo! E assim, a tradição da bolachada vai se perdendo. Não é essencial na cerimônia, recebe-se o Espírito Santo normalmente sem ela. Mas não deixa de fazer falta!
Conheci um bispo que era o ninja do tapão (hoje ele é emérito, ou seja, aposentado). Era tão bom no negócio, que distribuía bofetadas nos jovens até mesmo em reuniões que nada tinham a ver com a Crisma. Uma vez o Alexandre (O Catequista) deu um “matrix” pra desviar, e acabou levando um soco no estômago. Não tinha jeito de escapar! E todos os estapeados saíam sorridentes. Incrível.
Taí a prova de que, dado por um legítimo Sucessor dos Apóstolos, um tapinha não dói.
O que é o Sacramento da Crisma e como surgiu?
A Crisma é o sacramento em que o cristão recebe os sete dons do Espírito Santo. Assim, conforme a sua liberdade e o seu caminho de santificação pessoal, estará mais capacitado para testemunhar o Evangelho com ações e palavras. É o sacramento em que o cristão confirma a sua fé em Cristo e na Igreja.
Este Sacramento foi instituído por Jesus Cristo. E os Apóstolos continuaram a ministrá-lo, como está escrito nos Atos dos Apóstolos:
“Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.”
- Atos 8,14-17



- Veja mais em: http://ocatequista.com.br/archives/10585#sthash.HVd4oS7v.dpuf

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Beleza da Mesa


Recentemente, em visita a Morro de Chapéu, Bahia, vivi, não somente a alegria de desfrutar de seu agradável clima e das suas belas paisagens, mas também a alegria da experiência de estar à mesa. Não sei porque, mas naquele dia a mesa, enquanto local de encontro, falou tanto ao meu coração. De um momento ao outro, fui tomado por uma alegria de estar ali, saboreando algumas guloseimas e partilhando a vida da família que me acolhia.

As refeições têm um caráter social. Não são simplesmente para satisfazer as nossas necessidades nutritivas, mas se constituem em momentos de encontro, nos quais partilhamos, não somente os alimentos, como também a própria vida. A mesa torna-se, assim, um espaço sagrado, porque lugar onde nos damos e geramos comunhão.

Desse modo, não é simplesmente o corpo que é fortalecido, mas também a alma. São nutridos os afetos, fortalecidos os laços familiares, intensificadas as amizades, pelo simples fato das pessoas buscarem estar juntas, de frente umas para as outras, sendo assim companheiras reciprocamente. Aliás, a própria palavra companheira, formada por dois vocábulos, (cum panis) está ligada à mesa pelo fato de literalmente significar aquele com quem dividimos o pão.

Na verdade, a mesa deveria tornar-nos companheiros, fazendo-nos crescer na intimidade, à medida que participamos do mesmo pão. Contudo, como se não bastasse o ritmo frenético e estressante dos nossos dias, que não nos fazem estar à mesa por muito tempo, nem nos mesmos horários, encontramo-nos perante um invasor ou alguns invasores que têm obscurecido o belo sentido de estar à mesa. Trata-se da televisão e dos telefones celulares e outros aparelhos que possibilitam a conexão com outras pessoas alhures.

São verdadeiras “refeições de corpo presente”, pois o espírito está sintonizado no que é notícia, no programa de humor ou no filme e na telenovela que chama a atenção pela sua trama. Através dos aparelhos de comunicação, permanece-se, bem sintonizado com quem não se vê, que está do outro lado, do que com quem se está defronte. É o paradoxo da comunicação moderna.

É preciso recuperar a beleza da mesa, que deve tornar-se “sacramento” do amor que é uma força que conduz ao encontro, à relação, à comunhão de vidas. É preciso que na própria configuração da nossa casa não deixemos que o televisor tome assento na sala de refeição. Faz-se mister também, educar as novas gerações, fazendo-lhes perceber que a comunicação on line não pode substituir a comunicação “tete a Tete”, muito mais rica e enriquecedora.

A mesa nos lembra que fomos feitos não para viver na solidão, mas na comunhão. Interessante que o próprio Cristo quis estar conosco, convidando-nos a sentar-se com Ele à mesa, todos os domingos na Eucaristia. Sejamos seus comensais, participando da mesa sagrada, cujo alimento é o próprio Senhor. Façamos também da mesa de nossa casa eucaristia, convidando o Cristo, e não o televisor, a estar conosco e com Ele e nele interagirmos com os que se assentarem conosco, procurando aquecer-lhe o coração com a partilha do que se tem, e, sobretudo, do que se é.

Pe. Pedro Moraes Brito Júnior
pepedrojr@hotmail.com
Sacerdote da Arquidiocese de Feira de Santana - BA. É doutor em Teologia Moral pela Acadêmia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, Roma. Atualmente exerce as funções de Reitor do Seminário Maior Santana Mestra, Vigário Episcopal e professor da Faculdade Arquidiocesana de Feira de Santana. Autor dos livros "Por um Amor Esponsal" e "O Seguimento de Jesus". Breve lançara o livro "Subindo a Montanha". Em seus estudos destaca o nexo entre moral e espiritualidade.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cronograma de Atividades: Novembro de 2013


11 a 14 – 51º Assembleia de Pastoral do Regional NE3
Local: Salvador-BA

15 a 17 –  I Nordestão da Catequese
Tema: Os desafios da transmissão da Fé.
·     A Iniciação Cristã
·     A Palavra
·     A Liturgia
Local: Maceió-AL