"CHIQUE É CRER EM DEUS"

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... Mas, Amor e Fé nos  tornam humanos!

Coisas que todos os catequistas novatos deveriam saber

Catequese é algo fundamental para a Igreja e não se pode improvisar. Por isso, aqui vão algumas coisas básicas que você não pode esquecer.

O catecismo responde.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

EBC Diocesana em Juazeiro-Ba forma sua primeira turma!


Aconteceu de 25 à 30 de junho de 2012 a última etapa da primeira turma da Escola Bíblico-Catequético Diocesana da Diocese de Juazeiro-BA. O evento foi realizado no Centro de Formação Diocesano em Carnaíba do Sertão distrito de Juazeiro-BA, onde contou com a participação de aproximadamente trinta pessoas vindas das paróquias que integram a Diocese de Juazeiro.

Foram abordados diversos temas entre eles: Metodologia catequética, Bíblia ( Cartas ) e Mariologia, Vivência e prática da missão e história da Igreja no Brasil. Temas esses  divididos entre vários assessores, sendo eles: Pe. Raimundo Jorge, Pe. José de Erimatéia, Pe. Antônio Fernandes, Ir. Joana Gasparim, Ir. Maria Besen, Ir. Ana Vigarini e Ir. Elita Maria Younk.

Para Gércia Maria, coordenadora da catequese em Sobradinho o evento foi bom, pois foi um momento importante de integração entre os participantes, onde eles ficaram mais próximos e tiveram grande aproveitamento em grupo: Um tempo de graça. Aqui todos recebem uma chuva de benções, conhecimentos que são lançadas sobre as sementes que são os alunos que deverão brotar e dar frutos na comunidade. Houve uma experiência a parte em nossa vida, pois muitas pessoas comentavam sobre o quanto essa experiência foi proveitosa e uma oportunidade única de obter conhecimento mais amplo sobre a palavra de Deus e crescer como pessoa dentro da igreja e da comunidade. Afirma  Gércia.

Segundo a organização, com tudo isso os participantes se tornam mais dedicados e comprometidos na missão que lhes foram confiada tornando-os melhores como pessoa, enxergando o próximo com outro olhar e acima de tudo a ser mais hulmide e transmissor de tudo que aprendeu no período da escola.

E desta maneira fica o convite para você catequista que ainda não fez parte desta primeira turma da Escola Bíblico Catequética Diocesana que iniciará em Janeiro do ano vindouro. 

Alunos da Escola Bíblico-Catequética da Diocese de Juazeiro-Bahia.

domingo, 8 de julho de 2012

Útimo dia da EBC: O Ministério do Catequista e uma certa nostalgia...

Neste último dia da Escola de Catequese, surgia nos participantes da escola um sentimento de nostalgia. Ao olhar uns para os outros era possível captar o semblante que por si já falava sem a menor necessidade de palavras, era visível que todos sentiam uma enorme “angústia” por saber que estava por finalizar nossa tão esperada semana de encontro.
O Pe. Jânison mais uma vez nos conduziu no dia de hoje, abordando o tema “O Ministério do Catequista”. Inicialmente tivemos uma explanação sobre a catequese incluída na Missão Evangelizadora da Igreja. Posteriormente fizemos um percurso pelos documentos da Igreja que tratam sobre a catequese e sobre o ministério do catequista.
Pela manhã tivemos a presença do Bispo responsável pela Catequese no Regional, Dom Guido, bispo da Diocese de Paulo Afonso-BA. Este, de maneira profunda e descontraída, refletiu o papel do catequista em uma sociedade em transformação, nos animando ainda com belas canções da música popular brasileira e suas reflexões.
Na parte da tarde, aprendemos sobre o “Ministério Instituído” do catequista, conforme estudo publicado pela CNBB sobre o tema. Sendo conduzidos a refletir em grupos sobre a realidade de nossas Dioceses e as possibilidades de admissão deste ministério em nossas realidades diocesanas.
Paralelo às nossas aulas, estava acontecendo desde a última quinta-feira, um retiro para as outras duas turmas que passaram pela Escola Dom Jairo, assim eles vieram no fim da tarde de hoje participar conosco de nossa última celebração e partilhar um pouco de suas experiências, de reencontro com os amigos e de vivência destes dias em retiro.
Após o jantar nossos queridos irmãos-amigos começaram a partir, partindo também nossos corações e enchendo de lágrimas nossos olhos. Lágrimas de alegria e “dor” se unem. Alegria por saber que mais uma etapa foi cumprida e “dor” por deixar pessoas que aos poucos foram nos cativando.
A nós fica a esperança de retornar para nossas Dioceses e poder transmitir, a todos aqueles que lá esperam por nós, tudo aquilo que aprendemos e experenciamos. Verdadeiramente é agora que se inicia nossa Missão. Ah, fica também a esperança de que em janeiro de 2013 estaremos reunidos mais uma vez, para juntos celebrarmos e aprender mais... tudo isto em virtude do Reino.
Por fim, deixamos aqui nossa expressão de carinho à coordenação da Escola Catequética: Obrigado pelo carinho de vocês. Pela atenção e dedicação que vocês sempre têm por nós. Que Deus os abençoe sempre!
Atenção...
“Há Amigos que nunca conquistamos, há lições que nunca aprendemos, há alegrias que nunca experimentamos simplesmente porque somos indiferentes aos maiores tesouros de Deus: as pessoas.”

Alunos da Escola Bíblico-Catequética Dom Jairo Rui de Matos

sábado, 7 de julho de 2012

Sexto dia de formação da EBC: Ênfase na Catequese com adultos!

No nosso penúltimo dia da escola Bíblico catequética, voltamos nossa atenção para a Catequese com Adultos, contando com a assessoria do Pe. Jânison, mestre e doutor em Catequese e reitor do Seminário Maior da província eclesiástica de Aracaju.
Pe. Jânison começou fazendo um breve relato da história da catequese com o intuito de deixar claro que a Catequese com Adultos é uma “velha novidade” na Igreja. Após o Concílio Vaticano II, e por sua inspiração esse aspecto na vida da Igreja é retomado com mais ênfase.
Ficou claro que a Catequese com Adultos deve ser diferenciada, uma vez que deve respeitar as peculiaridades, estando aberta à adaptação, sem perder de vista seu objetivo central: possibilitar um encontro pessoal com Jesus, a estes adultos que, muitas vezes, vivem afastados de uma prática religiosa.
Interessante notar que o desejo de procurar a Igreja para receber os sacramentos da Iniciação Cristã em idade adulta (mesmo que as motivações não sejam as que esperamos) configura-se como uma oportunidade de evangelização que deve ser aproveitada quando constatado o real interesse em ser cristão e não apenas em receber os sacramentos.
A Catequese com Adultos que se faz com inspiração catecumenal não deve ser “corrida”, com tempo pré-determinado. Planejadas as ações, o processo de educação na Fé deve ocorrer de forma a favorecer a experiência com o Cristo, e Nele nunca deixamos de mergulhar, seja qual for a idade. É um processo permanente.
Na parte da tarde adentramos na Sagrada Escritura, observando e aprofundando o jeito de Jesus catequizar os adultos com os quais tinha contato. Esta tarde gerou uma experiência muito profunda da pedagogia de Jesus tendo sido realizada inclusive por meio de apresentações criativas pelos alunos da escola.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

EBC manda notícias: quarto e quinto dias de formação!



Na quarta feira, quarto dia de encontros da Escola de Catequese, tivemos o privilégio de contar com a assessoria de Marlene Silva, uma das coordenadoras da Revista Ecoando (formação interativa de catequistas).
Divinamente inspirada, ela nos conduziu de modo espetacular a adentrar na mística da catequese, nos fazendo compreender a importância, tantas vezes esquecida até mesmo por nós, de ser catequista. Transmitindo para nós um entusiasmo e um amor incomensurável pela catequese e pelos catequistas.
Com uma experiência de vida imensa, Marlene, de modo muito simples conseguiu reavivar em nós a experiência do primeiro amor, nos mostrando que o “método” é um caminho – estrada  que ajuda a chegar onde se quer, isto é, alcançar a meta proposta.
Marlene, com muito dinamismo, ensinou-nos o método de Jesus, onde pedagogia e conteúdo se confundem numa apaixonante forma de “aprender a fazer fazendo.” Conduzindo-nos a compreender que os principais objetivos da catequese são: fazer seguidores de Jesus; Crescer na maturidade da Fé e Formar comunidades.
Sua primeira fala definiu seu objetivo do dia: que ao menos ela conseguisse fazer com que nos apaixonássemos por Jesus e pela catequese. Sem dúvida este objetivo foi alcançado no coração de todos nós. Apaixonamo-nos ainda mais pela catequese.
         No final da tarde era possível contemplar no rosto de cada catequista ali presente o encantamento diante daquela que neste dia foi imenso canal do Amor de Cristo e que comunicou com a linguagem do coração o seu amor e respeito incondicional por Jesus e por cada um dos catequistas das mais diversas realidades do Brasil que ela já visitou.  
Após um dia apaixonante pelo ministério da catequese, à noite tivemos nossa festa junina, regada a bastante alegria e muito forró, tendo até casamento na roça e quadrilha improvisada. Imaginem vocês que até Marlene entrou na dança e conosco dançou !

 
Na quinta feira, dia 05 de julho, tivemos como facilitador o Pe. Vanildo de Paiva, integrante da revista ecoando. Começamos a manhã com um momento de oração. Ele ficou responsável pela disciplina de Mariologia, o que o fez muito bem. Iniciou a aula na capela.
O Pe. Vanildo iniciou os trabalhos de hoje com um momento de oração onde cada um dos catequistas presentes deveria expor experiências com Maria, fossem elas pessoais ou de pessoas conhecidas. Após um momento de fortes emoções ele afirmou: “isto é Mariologia”.
Com as cartas na mesa, agora faltava apenas começar o jogo... e que jogo. Todo o dia foi guiado a partir do que tinha sido partilhado na oração.   
Com uma dinâmica onde o conteúdo era explanado de forma  celebrativa, tivemos durante o dia quatro celebrações de ricos momentos de partilha e profunda oração que nos permitiam compreender, a partir da experiência, o que realmente é Mariologia. Intercalamos os momentos celebrativos com momentos formativos, estudando desde os dogmas Marianos até a presença de Maria na catequese.
Finalizamos o dia como começamos: rezando e numa profunda intimidade com a Mãe de Deus, recebendo por condução da Ir. Luciene o símbolo da Fé e a Oração do Senhor.


Alunos da Escola Bíblico-Catequética


“Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré”


DÉCIMO QUARTO DOMINGO COMUM  (08.07.12)



Mc 6, 1-6



            O texto de hoje encerra o segundo bloco da primeira parte do Evangelho de Marcos - que trata da cegueira dos familiares de Jesus. O primeiro bloco (I,14-3,6) mostrou a cegueira das autoridades, e o próximo bloco mostrará a cegueira dos discípulos. Assim, Marcos gradativamente aumenta a tensão entre o que Jesus é e a incompreensão dos que o conhecem: autoridades, familiares e discípulos. Tudo para poder lançar como questão fundamental do seu Evangelho a pergunta: “E vocês, quem dizem que eu sou?” (Mc 8, 29).

            De uma maneira indireta, Marcos aqui toca em um dos problemas fundamentais dos cristãos - o escândalo da encarnação. Freqüentemente não temos tanta dificuldade em assumir a realidade da divindade de Jesus, mas sim, a sua humanidade! Até hoje, quantas hipóteses esdrúxulas sobre onde Jesus teria passado os primeiros trinta anos da sua vida, quando a realidade é que Ele os passou como qualquer outro rapaz da sua geração – em  uma família e comunidade do interior, trabalhando com as mãos e partilhando a dura sorte do seu povo, com uma fé profunda na presença de Javé no seu meio - uma fé alimentada pelas Escrituras. Mas, freqüentemente relutamos para não enxergar a opção real de Deus pelos marginalizados através da realidade da encarnação!

            Os seus próprios parentes também não queriam aceitar a pessoa e a missão de Jesus. Marcos não esconde a dureza das críticas: “Esse homem não é o carpinteiro, o filho de Maria?” (v. 3). Se fosse um fariseu, ou um “doutor”, ele teria sido aceito! Quanta coisa semelhante hoje - quando preferimos acreditar nas palavras  e retórica dos “doutores” e desprezamos a sabedoria popular dos que lutam no meio do povo para um mundo mais justo!

            Marcos retoma aqui o tema da primeira parte do Evangelho - que o caminho para conhecer Jesus não é através de uma corrida atrás de milagres. Pois, os Nazarenos conheciam bem os milagres de Jesus: “E esses milagres que são realizados pelas mãos d’Ele?” (v. 2). Aqui tocamos no cerne da questão: em Marcos, Jesus nunca faz um milagre para despertar a fé em alguém. Pelo contrário, é a fé das pessoas que causa os milagres da parte de Jesus. Por isso, é importante notar o verbo que Marcos usa: “E Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré!” (v. 5). Não foi que não quisesse, nem que não fizesse milagres, mas que Ele não pudesse fazer! Por que? Por causa da falta da fé deles!

            O texto nos desafia para que nos questionemos sobre o Jesus em quem acreditamos! Conseguimos vê-Lo nos pequenos e humildes e nas pequenas ações em favor do Reino? Ou o buscamos em ditos “milagres” e coisas estrondosas, que muitas vezes podem mascarar uma relutância em assumir o caminho da Cruz? Marcos quer suscitar uma desconfiança na sua comunidade - se nem as autoridades e nem os parentes de Jesus o compreenderam, será que nós O compreendemos? Devagarzinho chegaremos ao Capítulo 8, o pivô de Marcos, onde seremos convidados a responder a pergunta fundamental da nossa fé: quem é Jesus para mim, para nós, hoje?

Tomaz Hughes SVD
 thughes@netpar.com.br

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Terceiro dia da EBC

Os alunos da EBC nos contam como foi o terceiro dia do terceiro módulo. Acompanhe!!!







Iniciamos o terceiro dia de nossa Escola Bíblico Catequética com a presença do Pe. Sidney, da coordenação de liturgia do regional NE3, e coordenador de pastoral da  diocese de Jequié. Ele nos trouxe um aprofundamento na área de Liturgia e Catequese.
O Pe. Sidney iniciou a manhã de formação conceituando a catequese como educação permanente da fé e liturgia como celebração do Mistério Pascal de Cristo.
Em uma de suas falas, o Pe. nos recorda que o Concílio Vaticano II afirma a  centralidade no mistério Pascal de Cristo onde Jesus é recolocado como centro de toda a vida cristã. Portanto, o que fundamenta toda e qualquer ação litúrgica é o Mistério pascal de Jesus e sua atualização na vida do Cristão.
A formação litúrgico-catequética recebida nos permitiu perceber, a partir da visão cristocentrica que os sacramentos são vistos como participação da pessoa no Mistério pascal. Nos foi apresentado que catequese e liturgia são duas faces do mesmo mistério. A catequese leva necessariamente aos sacramentos da fé, por outro lado, uma autentica celebração dos sacramentos tem forcosamente um aspecto catequético.

Durante a tarde vivenciamos os ensinamentos da parte da manhã, pondo em prática os ritos contidos no RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos). Em grupos experienciamos quatro das celebrações previstas neste ritual: Celebração de admissão no catecumenato; a entrega do Símbolo da Fé; a entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso); e um escrutínio menor.   

terça-feira, 3 de julho de 2012

Os dois primeiros dias da EBC!

Os alunos da EBC anunciam como foram os dois primeiros dias do terceiro módulo. Acompanhe!!!


Dia 1º de julho, teve início em Feira de Santana, o terceiro módulo da terceira turma da Escola Bíblico Catequética Dom Jairo Rui de Matos, do Regional NE3, com a presença de representantes de catorze dioceses.
A primeira disciplina deste módulo tratou dos Evangelhos sinóticos onde contamos com o auxílio da assessora Nacional da comissão episcopal para a animação Bíblico-Catequética, Maria Cecília Rouver.
Iniciamos as atividades com um estudo panorâmico da História da Salvação presente nas Sagradas Escrituras, analisando o contexto político-econômico e cultural em que foram escritas, estudando ainda os gêneros literários de sua composição. Concluímos a manhã com uma visão geral dos Evangelhos, especialmente de suas fontes.
Posteriormente adentramos o estudo do Evangelho de Marcos, escrito para responder a questão: “Quem é Jesus?”. Ficaram marcados os questionamentos levantados pela assessora ao final do estudo deste Evangelho: Que Deus apresentamos hoje? Que Igreja queremos? Estes questionamentos certamente podem nos conduzir a uma mudança no jeito de fazer a catequese do nosso Regional.   



No segundo, dia acordamos às 6h e 30min. ao ouvir o sininho tocar nos informando que era chegada a hora de deixar nossas atraentes camas. O frio que fazia e a chuva que caia, tornavam nossas camas ainda mais tentadoras, mas em virtude do Reino, as deixamos e começamos o nosso dia.
            Partindo do princípio de que somos cristãos católicos, nada melhor que iniciar o dia rezando. Por isto, às 7h estávamos na capela erguendo nossos louvores a Deus e agradecendo pela graça de mais um dia, pelo dom de nossas vidas e por estarmos aqui reunidos.
            Em seguida, lembrando o que dizem os mais velhos: “Saco vazio não se põe em pé,” tomamos nosso café da manhã, (quem quis escovou os dentes rsrs) e fomos aprofundar nossos estudos.
            Começamos a manhã aprofundando o Evangelho de Mateus. Com muita competência, a assessora Cecília, partindo das condições para o seu surgimento, conduzindo-nos a um passeio no contexto histórico daquela época, para que melhor pudéssemos compreender o porquê de Mateus escrever de tal modo. Enfatizou-se que os Evangelhos surgem das necessidades da comunidade, a partir de um contexto sócio político, com o intuito de responder a crise pela qual passava o povo.
            O eixo do Evangelho de Mateus é a justiça. Mateus quer, acima de tudo, apresentar Jesus como o Mestre da Justiça (Mt 9,11). Para a comunidade mateana, cumprir a justiça é realizar a vontade do Pai que se expressa na sua fé.
            À tarde foi explorado o Evangelho de Lucas e o livro dos Atos dos Apóstolos, nestes escritos foi possível observar que o evangelista tinha o intuito de animar as comunidades na sua caminhada para dar testemunho. O autor tem o intuito de que as comunidades conheçam seu lugar na história da salvação, desejando encorajá-las ao  mostrar a misericórdia de Deus manifestada na relação de Jesus com os pecadores. Lucas deseja mostrar também que a salvação é uma tarefa de hoje.
            Por fim, no inicio da noite tivemos a celebração eucarística e após o jantar alguns ficaram livres e outros cumpriram atividades previamente agendadas com a coordenação da escola ou com seus grupos de convivência.
            Que o Senhor nos abençoe e nos guarde e nos livre de todo o mal.
                                                                                                         

Alunos da Escola Catequética

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Escola Bíblico-Catequética recomeçou!

A partir deste domingo (01.07) até sábado (07.07) acontece mais uma formação a nível regional da Escola Bíblico-Catequética. No domingo e na segunda, a EBC conta com a presença de Maria Cecília Rover, assessora nacional da Comissão Bíblico-Catequética. 

Sobre os desafios da Catequese na atualidade, Maria Cecília destacou   que estes são bastante parecidos nos níveis nacional e regional : " o grande desafio é envolver a Igreja como um todo no processo de Iniciação Cristã."

A assessora também destacou alguns dos próximos passos para a formação de catequistas e para a ampliação do conhecimento da Catequese de inspiração catecumenal. Para isso, serão elaborados itinerários de iniciação cristã  com sugestões de roteiros que facilitem  e favoreçam a prática. Os roteiros terão sugestões, mas respeitarão as particularidades de cada local.

Sobre as Escolas Bíblico-Catequéticas, Maria Cecília revelou que há muitas escolas no Brasil e  que é necessário que se criem ainda mais, não só a nível regional, mas diocesano e paroquial. "As escolas tem um papel fundamental na formação do catequista e estão trabalhando na perspectiva da Catequese Catecumenal", afirma.

Outro ponto destacado foi a importância da formação nas novas mídias, como a internet.  O blog nacional Catequese e Bíblia é uma das referências em formação on line para catequistas, no entanto, a Comissão já está articulando todo um processo de formação EAD (ensino à distância) em diversos níveis.

Como foi dito, Maria Cecília Rover estará assessorando a EBC nestes dois primeiros dias falando sobre os Evangelhos Sinóticos e Atos dos Apóstolos.

Durante a  semana estaremos publicando diariamente notícias sobre a EBC. Confira abaixo a programação. É só clicar na tabela para ampliá-la:





domingo, 1 de julho de 2012

Vídeos - Documentos do Concílio Vaticano II

O programa Escola da Fé na Canção Nova  tem o objetivo de aprofundar o estudo sobre as Doutrinas da Igreja Católica e os ensinamentos de Jesus Cristo. Apresentado pelo Prof. Felipe Aquino, o programa traz a cada semana notícias relacionadas á Igreja e ao que Ela prega, deixando os fiéis informados sobre o que acontece no mundo e a posição da Igreja diante de cada fato. 

No dia 14/06/2012 foi apresentado no programa explicações sobre os Documentos do Concílio Vaticano II com a participação do Padre Paulo Ricardo.

Vale a pena reservar seu tempo para assistir aos vídeos.



sexta-feira, 29 de junho de 2012

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”

FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO (01.07.12)



Mt 16, 13-19 



Hoje a Igreja celebra a festa de dois grandes apóstolos, Pedro e Paulo, este grande evangelizador dos pagãos ou gentios, e aquele do seu próprio povo. Como evangelho do dia, escolheu-se a história do caminho de Cesaréia de Felipe. O relato mais antigo está no Evangelho de Marcos, Cap. 8 vv 27-38, o qual se tornou o pivô de todo o Evangelho. A estrutura de Mateus é diferente, mas, o relato tem a mesma finalidade, ou seja, ajudar os ouvintes e leitores a clarificar quem é Jesus e o que significa ser discípulo ou discípula d’Ele.

A pedagogia do relato é interessante. Primeiro, Jesus faz uma pergunta bastante inócua: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” Assim, vem muita resposta, pois responder essa pergunta não compromete, pois é o “diz que”. Mas, a segunda pergunta traz a facada: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Agora não vêm muitas respostas, pois quem responde em nome pessoal, e não dos outros, se compromete! Somente Pedro se arrisca e proclama a verdade sobre Jesus: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Aparentemente Pedro acertou, e realmente, em Mateus, Jesus confirma a verdade do que proclamou! Afirmou que foi através de uma revelação do Pai que Pedro fez a sua profissão de fé. Mas, para que entendamos bem o trecho, é necessário que continuemos a leitura pelo menos até v. 25. Pois o assunto é mais complicado do que possa parecer.

Pois após afirmar que Pedro tinha falado a verdade, Jesus logo explica o que significa ser o Messias ( ou, em grego, o Cristo). Não era ser glorioso, triunfante e poderoso, conforme os critérios deste mundo. Muito pelo contrário, era ser fiel à sua vocação como Servo de Javé, era ser preso, torturado e assassinado, era dar a vida em favor de muitos. Jesus confirmou que ele era o Messias, mas não da maneira que Pedro esperava e queria. Ele, conforme as expectativas do povo do seu tempo, queria um Messias forte e dominador, não um que pudesse ir, e levar os seus seguidores também, até a Cruz! Por isso, Pedro reluta com Jesus, pedindo que nada disso acontecesse. Como recompensa, ganha uma das frases mais duras da Bíblia: “Afasta-se de mim, Satanás, você é uma pedra de tropeço para mim, pois não pensa as coisas de Deus, mas dos homens!” (v. 23). Pedro, cuja proclamação de fé mereceu ser chamada a pedra fundamental da Igreja (v. 18), é agora chamado de Satanás - o Tentador por excelência - e “pedra de tropeço” para Jesus! Pedro usava o título certo, mas tinha a compreensão errada! Usando os nossos termos de hoje, de uma forma um tanto anacrônica, podemos dizer que ele tinha ortodoxia, mas não, ortopraxis!

Assim, Jesus usa o equívoco de Pedro para explicar o que significa ser seguidor d’Ele: “Se alguém quer me seguir, renuncie a se mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (v. 24). Ter fé em Jesus não é em primeiro lugar um exercício intelectual ou teológico, mas uma prática, o seguimento d’Ele na construção do seu projeto, até às últimas consequências.

Hoje, enquanto celebramos os nossos dois grandes missionários, a pergunta de Jesus ressoa forte - a segunda pergunta. Para nós, quem é Jesus? Não para o catecismo, não para o papa ou o bispo, mas para cada de nós, pessoalmente? No fundo, a resposta se dá, não com palavras, mas pela maneira em que vivemos e nos comprometemos com o projeto de Jesus - ele que veio para que todos tivessem a vida e a vida plenamente!(Jo 10, 10). Cuidemos para que não caiamos na tentação do equívoco de Pedro, a de usar termos corretos, mas com a compreensão errada!

Tomaz Hughes SVD
thughes@netpar.com.br